segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Mulher Sexo Forte

Mulher Sexo Forte

Em matéria de sexo, mulheres não têm nada de frágil. Com uma sexualidade que começa antes mesmo da adolescência e termina só bem depois da menopausa, passando pela gravidez e até pelas alterações dos ciclos menstruais, elas encaram diferentes fases ao longo da vida, bem diferente dos homens, que não sofrem com alterações hormonais e tantas mudanças físicas. Mas isso não é tudo.
Fatores como relacionamento com o parceiro e aspectos psicossociais também são definitivos na disposição sexual da mulher.

A ginecologista e obstetra Cláudia Navarro enfatiza que os hormônios e suas flutuações são apenas um dos fatores que pesam na
sexualidade feminina. "O que tem de ficar claro é que a resposta sexual da mulher é caracterizada por vários fatores determinantes. Hormônios são apenas um deles. Aspectos psicossociais, contextuais e de relacionamento com o parceiro são alguns dos outros", reforça a médica, que diz não haver uma divisão clara entre diferentes etapas da vida sexual da mulher.

Nas questões de relacionamento com o parceiro, por exemplo, a mulher tem um padrão muito diferente em relação aos homens. Para eles, por exemplo, não é tão importante ter envolvimento emocional para se chegar a um bom desempenho sexual. "Para elas, essas questões são encaradas de maneira muito diferente. O desempenho e a resposta sexual são diferentes. Não se pode se ater só ao aspecto hormonal para avaliar a resposta sexual da mulher e nem para tratar uma possível disfunção sexual da mulher", destaca a Dra. Cláudia.

Mas os homens têm sua função nas alterações da tal resposta sexual da mulher. Na adolescência, por exemplo, começa a haver um desenvolvimento hormonal, caracterizado pelo aumento na produção de estrogênio (principal hormônio relacionado à sexualidade da mulher), tornando a
sexualidade mais aflorada nas jovens. "Além da alteração hormonal, as alterações sociais, como o maior envolvimento com os meninos, também contribuem para esse afloramento", pontua a especialista.

Na fase adulta, os hormônios seguem ciclos mensais, que não têm influência significativa na sexualidade. Ao contrário, porém, da montanha-russa hormonal durante a
gravidez. A progesterona, por exemplo, é mais presente e tem a característica de diminuir a libido. Em paralelo, a condição psicológica também altera a disposição sexual: seguindo um modelo cultural antigo, as pessoas agem como se sexualidade e maternidade não combinassem – o que, para a Dra. Cláudia, é um mito.

Associado a este cenário está a dificuldade física que o aumento da barriga e as outras alterações no corpo da mulher impõem. Logo depois do parto, os níveis hormonais também inibem a libido e outros fatores físicos passam a influenciar: ressecamento vaginal e os pontos ainda em recuperação (quando a mulher teve parto normal) são alguns deles.

Menopausa

A outra fase da vida que é sinônimo de adaptações na vida sexual – talvez a etapa com maior número delas – é a
menopausa, quando o estrogênio começa a diminuir e outros fatores passam a modificar o cotidiano da mulher. Não faltam motivações fisiológicas ou psicológicas para influenciar a sexualidade feminina.

No primeiro caso, a libido menor em função do estrogênio minguado e o ressecamento vaginal que causa dor durante o ato sexual levam a um número menor de relações. No segundo caso, os exemplos são mais complexos. "As mulheres veem que estão ficando mais velhas e acham que atração sexual está ligada à beleza. Isso pode servir como bloqueio, diminui a autoestima e dificulta relações", explica a ginecologista.

Para a Dra. Cláudia, é um erro acreditar na visão perpetuada culturalmente de que mulheres a partir de uma certa idade têm de ocupar o papel de mãe ou avó, o que não combina com sexualidade. Soma-se a essa noção o fato de o próprio parceiro apresentar diminuição na sua performance sexual, reduzindo o número de relações. "O que não quer dizer que vai piorar a qualidade do ato sexual. Mulheres no climatério são capazes de ter uma boa vida sexual, às vezes até melhor em qualidade do que uma pessoa mais jovem", ressalta a médica.

O que fica mais claro na menopausa, mas que também permeia todas as fases da vida sexual da mulher, é que a sexualidade feminina é, de fato, muito diversa e influenciada por fatores psicológicos, mais do que pelos hormônios em si. No entanto, estes podem ter, além da ligação direta e fisiológica com a sexualidade, interferência nos próprios fatores psicológicos.

"Eles podem atuar no cérebro, através de neurotransmissores, gerando, por exemplo, um quadro mais depressivo, especialmente na menopausa, alterações emocionais da TPM etc.", explica a ginecologista. Para dar conta de alterações como essas, ela recomenda terapia de
reposição hormonal, que "comprovadamente traz benefícios na qualidade de vida da paciente, do ponto de vista psicoemocional". Mas ressalta, para uma uma sexualidade forte no chamado “sexo frágil”: “O que precisa ser acentuado é que a sexualidade da mulher tem de ser vista como um todo”.
 

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Primeira Mulher Presidente

Brasil tem a primeira mulher presidente: Dilma Rousseff


 
Brasil tem a 1ª mulher presidente: Dilma Rousseff . O Brasil elegeu hoje, 31 de outubro de 2010, a primeira mulher presidente da República. Com 92% das urnas apuradas, Dilma Rousseff é considerada vitoriosa com 55,3% dos votos válidos. Seu adversário do PSDB, José Serra, tem, até o momento, 44,6%.

Os brasileiros foram às urnas no domingo que antecede o feriado de 2 de Novembro com a convicção de que o projeto iniciado pelo governo Lula em 2003 será aprofundado e aprimorado por Dilma. Ainda hoje, a presidente eleita deve fazer um pronunciamento no hotel em Brasília onde acompanha a apuração dos votos com seus aliados.

O compromisso é fazer um governo de união. “Se eu for eleita, amanhã se inicia uma nova etapa na democracia brasileira. Tenho o compromisso democrático de governar para todos os brasileiros com a coligação que me trouxe até aqui", disse na última entrevista concedida como candidata, antes de votar, em Porto Alegre.

Aliados

Reunidos num hotel em Brasília para acompanhar a apuração dos votos, aliados da candidata
Dilma Rousseff traçaram o caminho que deve ser seguido pelo novo governo. Mais do que a continuidade, Dilma vai imprimir seu estilo no governo que vai aprimorar os programas sociais e garantir o crescimento econômico.

Segundo o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, Dilma vai cumprir a meta de erradicação da miséria e manter a integração entre crescimento econômico e inclusão social. “O governo Dilma vai ser um outro governo. Ela vai dar seu tom e estilo, e aprofundar o que governo Lula começou. O Brasil pode e tem que erradicar a miséria. E a integração entre crescimento e divisão da riqueza vai ser a marca do governo da presidenta
Dilma Rousseff”, acrescentou Temporão.

Na mesma linha, o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, não prevê um governo idêntico ao de Lula, mas aposta que
Dilma Rousseff vai continuar com a política de valorização do salário mínimo, por exemplo. “A Dilma vai manter a nossa política de valorização todos os anos do salário mínimo com aumentos acima da inflação. E, de certa forma, isso já está contemplado no Orçamento”, explicou.

Para o ministro, com Dilma na presidência da República, o Brasil vai continuar crescendo, com inflação sob controle, geração de emprego e investimentos em infraestrutura. “A continuidade significa manter os programas, a linha, mas vai sair um presidente e vai entrar outra. Com a caneta cheia para nomear quem quiser”, brincou Paulo Bernardo.

Na avaliação do ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, o país está pronto para seguir mudando. “Vamos deixar uma herança do bem. Um país ajustado, pronto para continuar crescendo e reduzindo a pobreza.”

Balanço


No balanço sobre a campanha eleitoral, o assessor especial da presidência, Marco Aurélio Garcia, lamentou a mobilização de “setores do submundo da política” que evitou uma discussão politizada. Segundo ele, a campanha foi exaustiva e Dilma deve tirar uns dias de descanso.

“O resultado revela que houve mais acertos que erros. Sempre que foi necessário, ela insistiu muito no projeto nacional de desenvolvimento, nas grandes políticas que foram as do governo Lula, que devem ganhar em qualidade neste governo”, disse Marco Aurélio Garcia. “O momento agora, como se diz em linguagem futebolística, é correr para o abraço.”